Assembleia reconhece calamidade pública e reforça urgência no enfrentamento à epidemia de chikungunya em Dourados

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Fotos: Assessoria Dep. Estadual Lia Nogueira

Com mais de 6 mil casos notificados, alta ocupação hospitalar e mortes confirmadas, decreto aprovado em regime de urgência busca dar agilidade à resposta do poder público diante da crise sanitária

O avanço acelerado da epidemia de chikungunya em Dourados escancarou a fragilidade da rede pública de saúde e levou o município a um cenário crítico. Diante do aumento expressivo de casos, da superlotação hospitalar e da pressão crescente sobre os serviços de atendimento, a Assembleia Legislativa aprovou, em regime de urgência, o decreto que reconhece o estado de calamidade pública, com duração máxima de 90 dias.
A medida surge como resposta a um quadro alarmante mais de 6 mil casos notificados, além de 4.982 considerados prováveis, 2.163 confirmados, 2.890 ainda sob investigação e oito óbitos registrados. A taxa de positividade chega a 61%, enquanto a ocupação de leitos ultrapassa 110%, evidenciando o colapso da estrutura de saúde local.
A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) teve papel de destaque na mobilização e aprovação da medida, defendendo a urgência da ação diante da gravidade do cenário. Segundo ela, a situação já vinha sendo alertada há meses e exige respostas imediatas e coordenadas entre os entes públicos.
“Estamos diante de um colapso na rede de saúde pública. A epidemia de chikungunya somada ao surto de influenza criou um cenário de crise em Dourados. Com a aprovação do decreto, o município ganha mais agilidade e menos burocracia para aplicar recursos emergenciais e ampliar o atendimento à população”, afirmou a parlamentar.
Referência para mais de 33 municípios da região do Cone Sul, Dourados enfrenta uma sobrecarga histórica em sua estrutura de saúde, agravada pelo crescimento populacional não acompanhado por investimentos proporcionais. A crise atinge tanto áreas urbanas quanto comunidades indígenas, onde problemas estruturais como falta de acesso à água e vulnerabilidade social ampliam os impactos da epidemia.
A deputada também destacou a necessidade de união entre os poderes e reforço no apoio estadual e federal. Entre as ações emergenciais, estão a abertura de atendimentos no hospital regional, mesmo com limitações estruturais, e a articulação para antecipação de programas sociais, como a distribuição de cestas básicas para comunidades indígenas afetadas pela crise.
Com o decreto em vigor, a expectativa é de que o município consiga acelerar contratações, aquisição de insumos e ampliação de leitos, oferecendo respostas mais rápidas à população. Para Lia Nogueira, o momento exige responsabilidade coletiva e ação imediata. “Dourados pede socorro, e esse é um passo necessário para garantir que os recursos cheguem na ponta e salvem vidas.”

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